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Advogado para Revisional de Financiamento em Curitiba — Tarifas Indevidas e Juros

Juro abusivo não é fantasma: taxa acima de 1,5 vez a média do Banco Central do mês da contratação é abusiva e, reconhecida no período da normalidade, descaracteriza a mora. Fantasma é o seguro que aparece no contrato e some na hora de usar. A revisional ataca as duas frentes: a taxa, quando passa do parâmetro, e os encargos embutidos: seguros agregados, tarifa de avaliação, pré-gravame.

Dr. Gabriel Valério · OAB/PR 111.516 · publicado em 31 de maio de 2026 · atualizado em 28 de setembro de 2026
Resumo direto: A revisional de financiamento tem duas frentes. A primeira é a taxa de juros: acima de 1,5 vez a média do Banco Central para a modalidade no mês da contratação, ela é abusiva (REsp 1.061.530/RS, repetitivo) e, reconhecida no período da normalidade, descaracteriza a mora (Tema 28 do STJ), o que derruba a busca e apreensão. A segunda são os encargos embutidos: seguros agregados sem solicitação (os seguros fantasmas), tarifa de avaliação sem serviço prestado e pré-gravame em contratos pós-25/02/2011. Esses encargos saem do saldo e voltam em dobro para cobranças posteriores a 30/03/2021, somando com frequência R$ 4.000 a R$ 16.000 por contrato; sozinhos, não afastam a mora (Tema 972 do STJ).

“Juro abusivo se prova com a tabela do Banco Central. Seguro fantasma se prova tentando usar.”

Juros acima da média e seguros que você não pediu: as duas frentes, no mesmo contrato.

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A tese da taxa: quando ela funciona

A queixa mais comum de quem financiou carro é a taxa. E ela tem fundamento: juro abusivo existe e se prova. O que não funciona é a versão genérica da tese, a de que “juro alto é ilegal”.

O ponto de partida é a Súmula 596 do STF: a Lei de Usura não limita os bancos. Em cima dela, a Súmula 382 do STJ diz que juros acima de 12% ao ano, por si sós, não indicam abusividade. Isso afasta o pedido genérico. Não afasta a revisão da taxa que foge do mercado.

No julgamento repetitivo do REsp 1.061.530/RS, o STJ admitiu a revisão quando a taxa é concretamente desproporcional à taxa média do Banco Central para a mesma modalidade e período. O parâmetro que os tribunais usam é 1,5 vez a média. Em julho de 2026, a média para aquisição de veículos por pessoa física foi de 1,98% ao mês; acima de 2,97% ao mês, a taxa está na zona de abusividade. A comparação é com o mês da contratação.

Onde isso aparece na prática: a taxa do Banco Daycoval no financiamento de veículo fica, desde 2023, na maior parte dos meses entre 1,5 e 1,65 vez a média do Banco Central, exatamente na faixa em que os tribunais divergem. O artigo mostra o gráfico e três decisões do TJPR.

Reconhecida a abusividade no período da normalidade, o efeito vai além de reduzir a conta: a mora fica descaracterizada (Tema 28 do STJ). Sem mora, falta o pressuposto da busca e apreensão. Por isso a taxa é uma frente de defesa, e não só de economia.

Quando a taxa está dentro do parâmetro, a revisional continua de pé pela outra frente: os encargos. É ali que mora o fantasma.

O caminho técnico real: os três encargos

A revisional moderna se desloca para outro vetor — os encargos acessórios do contrato. A jurisprudência consolidou três frentes técnicas, cada uma com fundamento legal próprio e tese sólida.

Frente 1 — Seguros agregados sem solicitação: prestamista, desemprego, proteção mecânica, cláusulas de cobertura adicional embutidas no financiamento sem oferta clara de opção. Configura venda casada (art. 39, I, CDC).

Frente 2 — Tarifa de avaliação sem serviço: cobrança a título de avaliação do bem sem demonstração do serviço efetivamente prestado. Tese consolidada no Tema 958 STJ.

Frente 3 — Pré-gravame em contratos pós-25/02/2011: repasse ao consumidor do custo do registro eletrônico de alienação fiduciária. Vedado pela Res. CMN 3.954/2011. Tese consolidada no Tema 972 STJ. TJPR converge consistentemente em 2024 e 2025.

Cada frente, isolada, autoriza pedido de devolução. Em conjunto — que é a realidade da maioria dos contratos — a soma frequentemente passa dos R$ 4.000-8.000. Em dobro (cobranças pós-30/03/2021), R$ 8.000-16.000.

As duas frentes da revisional juro abusivo se prova com a tabela do Banco Central; o fantasma é o seguro Tese da TAXA — com parâmetro • REsp 1.061.530/RS (repetitivo): revisão quando a taxa foge da média do mercado. • Parâmetro dos tribunais: acima de 1,5 vez a média do Banco Central do mês do contrato. • Súmulas 596 STF e 382 STJ afastam só o pedido genérico de “juro alto”. EFEITO PRÁTICO: Abusividade no período da normalidade descaracteriza a mora (Tema 28 do STJ). Sem mora, não há busca e apreensão. "Juro abusivo não é fantasma: é conta com a tabela oficial." Tese dos ENCARGOS — o fantasma • Tema 972 STJ (pré-gravame): abusivo em contratos pós-25/02/2011. • Tema 958 STJ (tarifa de avaliação): exige prova do serviço efetivamente prestado — ônus do banco. • Seguros agregados sem solicitação: CDC art. 39, I + jurisprudência consolidada. EFEITO PRÁTICO: Pedidos dirigidos a encargos específicos prosperam consistentemente. Devolução em dobro frequente. "Fantasma é o seguro que você não pediu e não consegue usar." Gabriel Valério Advocacia · OAB/PR 111.516
As duas frentes da revisional de financiamento de veículo: a taxa de juros, medida contra a média do Banco Central do mês da contratação, e os encargos embutidos no valor financiado, com os seguros fantasmas à frente.

Frente 1 — Seguros agregados fantasmas

O seguro prestamista, o seguro desemprego e o seguro de proteção mecânica são contratos acessórios frequentemente embutidos no financiamento sem que o consumidor tenha solicitado, tenha sido apresentado a opções, ou tenha exercido liberdade de escolha. O resultado: o contrato é assinado com prêmios já incorporados, e o consumidor descobre o detalhamento apenas quando lê o extrato.

Tecnicamente, esse padrão configura venda casada, vedada pelo art. 39, I, do CDC: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.” O empréstimo se condicionou (de fato) ao seguro — sem liberdade real de não contratar.

O conjunto probatório típico inclui: (i) ausência de assinatura específica do consumidor na proposta do seguro (separada da contratação do financiamento), (ii) ausência de simulação alternativa sem o seguro, (iii) ausência de informação clara sobre opcionalidade, (iv) discrepância entre o valor cotado e o valor cobrado. A jurisprudência exige liberdade real de escolha — a oferta apenas formal não basta.

O STJ, em diversos precedentes (a linha do REsp 2.041.937/SP e outros), confirma a abusividade quando há ausência de liberdade de escolha. A Súmula 297 STJ — aplicabilidade do CDC às instituições financeiras — pavimenta o terreno.

A consequência prática é a devolução dos valores cobrados, simples ou em dobro conforme a data (vide a frente do EAREsp 676.608). Em contratos típicos, os seguros agregados somam 3% a 8% do valor financiado — recuperáveis na ação.

Frente 2 — Tarifa de avaliação sem serviço

A tarifa de avaliação (TA) é cobrada nos contratos de financiamento de veículo a título de “verificação do bem financiado”. A regulação CMN (Res. 3.518/2007) permite a cobrança — mas exige contraprestação efetiva: serviço real, documentado, identificado.

O Superior Tribunal de Justiça, no Tema 958 (REsp 1.578.553/SP, j. 28/11/2018), consolidou diretriz precisa: a tarifa de avaliação só é válida quando há prova de que o serviço foi efetivamente prestado. O ônus probatório é do banco, não do consumidor. Diz a tese:

Possibilidade de cobrança da Tarifa de Avaliação do Bem (TA): VÁLIDA, desde que o serviço esteja efetivamente prestado.

Na prática, “efetivamente prestado” significa: laudo de avaliação real, identificação do avaliador, vistoria documentada, conferência das condições do bem. Quando o financiamento é digital, sem avaliação física, e a tarifa segue cobrada — abusiva.

A defesa do banco frequentemente alega que a avaliação “foi feita pelo sistema” ou “consta na proposta”. A jurisprudência tem rejeitado essas defesas genéricas — exige documentação concreta do ato avaliatório.

O valor típico da tarifa de avaliação varia entre R$ 800 e R$ 2.500 por contrato. Em devolução simples ou em dobro, recuperável na revisional.

Frente 3 — Pré-gravame e a Res. CMN 3.954/2011

O pré-gravame é o registro eletrônico que o banco realiza no sistema Cetip / DETRAN para anotar a alienação fiduciária do veículo. É procedimento operacional do banco. A questão é quem paga.

A Resolução CMN 3.954/2011, vigente desde 25 de fevereiro de 2011, vedou expressamente o repasse desse custo ao consumidor. O fundamento é simples: o registro é interesse do credor (proteger sua garantia), não do consumidor. Não há contraprestação ao consumidor que justifique a cobrança.

O STJ consolidou, no Tema 972 (REsp 1.578.526/SP, j. 28/11/2018), a tese: a cobrança da despesa de registro de pré-gravame é abusiva em contratos celebrados a partir de 25/02/2011 (data da vigência da Res. 3.954). Contratos anteriores podem ser questionados pelo controle da onerosidade excessiva.

A verificação do TJPR (busca em 2024, 2025 e 2026) confirma: o TJPR converge com o STJ. Decisões consistentes em 2024 (TJPR 05/04/2024 aplicando Tema 972) e 2025 (TJPR 02/04/2025, 22/07/2025, entre outras) reconhecem a abusividade. A tese é estável no terreno paranaense.

Valor típico do pré-gravame: R$ 200 a R$ 600 por contrato. Recuperável com correção e juros — em dobro para cobranças pós-30/03/2021.

As três frentes da revisional moderna o ataque eficaz está nos encargos — não na taxa de juros 1. Seguros FANTASMAS EMBUTIDOS Prestamista, desemprego, proteção mecânica. FUNDAMENTOS: • CDC art. 39, I (venda casada) • CDC art. 6º, III (informação) • CDC art. 42 par. único JURISPRUDÊNCIA: • REsp 2.041.937/SP (2024) • Tese: liberdade de escolha • Súmula 297 STJ EFEITO TÍPICO: Devolução em dobro (EAREsp 676.608 modulação). 3 a 8% do contrato — recuperáveis 2. Avaliação TARIFA SEM SERVIÇO Tarifa de avaliação cobrada sem serviço efetivamente prestado. FUNDAMENTO LEGAL: • Res. CMN 3.518/2007 • Contraprestação efetiva • Informação clara CDC art. 6º JURISPRUDÊNCIA: • Tema 958 STJ (2018) • Abusiva sem serviço real • Ônus do banco demonstrar EFEITO TÍPICO: Devolução do valor (frequente em dobro, art. 42 CDC). R$ 800 a R$ 2.500 por contrato 3. Pré-gravame REPASSE AO CONSUMIDOR Cobrança de gravame eletrônico repassada indevidamente. FUNDAMENTO LEGAL: • Res. CMN 3.954/2011 • Vedação ao repasse • CDC art. 39, V e CC art. 51 JURISPRUDÊNCIA: • Tema 972 STJ (2018) • Contratos pós-25/02/2011 • TJPR converge (2024 e 2025) EFEITO TÍPICO: Devolução do valor cobrado + atualização e juros. R$ 200 a R$ 600 por contrato Gabriel Valério Advocacia · OAB/PR 111.516
As três frentes da revisional moderna. Cada uma tem fundamento legal próprio e jurisprudência consolidada. Em conjunto, formam um pedido sólido.

Seguros agregados, tarifa de avaliação, pré-gravame — três frentes consolidadas.

Analisar meu contrato

Devolução em dobro: a modulação do EAREsp 676.608

O art. 42, parágrafo único, do CDC, dispõe: “O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.” A devolução em dobro é, pelo texto, a regra; engano justificável, a exceção.

Por décadas, contudo, a jurisprudência exigiu prova adicional de má-fé do credor para aplicar a sanção. Na prática, o instrumento perdia eficácia — bancos quase sempre alegavam erro de sistema, equívoco de interpretação, “entendimento divergente da jurisprudência”, e os pedidos prosperavam em devolução simples.

Em 30 de março de 2021, a Corte Especial do STJ, ao julgar o EAREsp 676.608/RS, modulou a interpretação. A tese fixada: para cobranças posteriores à data desse julgamento, aplica-se devolução em dobro automática, independentemente de prova de má-fé do credor. Para cobranças anteriores, segue o regime anterior — devolução simples por engano justificável, devolução em dobro só se demonstrada má-fé.

A consequência prática é dupla. Primeiro: contratos firmados ou parcelas cobradas a partir de 30/03/2021 que contenham encargos abusivos rendem devolução em dobro automaticamente — sem necessidade de demonstrar má-fé do banco. Segundo: contratos anteriores seguem o regime antigo, mas seus efeitos sobre cobranças posteriores ao marco aproveitam o novo regime.

Pra contratos vigentes no momento da decisão (30/03/2021) — comuns na carteira do escritório — as parcelas cobradas após essa data, com encargos abusivos, rendem devolução em dobro automática. É o vetor que mais escala o valor recuperável.

Devolução em dobro: a régua do tempo EAREsp 676.608 — Corte Especial STJ, j. 30/03/2021 Cobranças anteriores até 30/03/2021 Devolução SIMPLES se demonstrado "engano justificável" pelo fornecedor 30 de março de 2021 marco temporal EAREsp 676.608 Corte Especial muda o jogo Cobranças posteriores após 30/03/2021 Devolução EM DOBRO independente de comprovação de má-fé do credor Antes da modulação Cobranças anteriores podem render devolução em dobro só quando há prova de má-fé do banco (raramente demonstrada). Após a modulação Devolução em dobro automática para qualquer cobrança indevida — sem necessidade de provar má-fé do banco. Gabriel Valério Advocacia · OAB/PR 111.516
A régua do tempo da devolução em dobro. O marco do EAREsp 676.608 mudou o jogo — cobranças posteriores rendem o dobro automaticamente.

O conjunto: aritmética típica de um contrato revisado

Para dimensionar a recuperação concreta, considere um financiamento típico de veículo. Valor financiado: R$ 60.000, prazo 60 meses, contrato firmado em 2022. Componentes potencialmente abusivos:

Seguros agregados (prestamista + desemprego): 5% do contrato = R$ 3.000. Tarifa de avaliação: R$ 1.200. Pré-gravame: R$ 400. Total bruto cobrado indevidamente: R$ 4.600.

Com a modulação do EAREsp 676.608 aplicada (cobranças pós-30/03/2021): devolução em dobro = R$ 9.200. Acrescida de correção monetária e juros de mora desde cada cobrança, valor frequentemente passa de R$ 11.000-13.000 no momento da execução, após 18-24 meses de tramitação.

Esses números são ilustrativos e não constituem promessa de êxito. Cada caso é avaliado individualmente em análise técnica preliminar, com leitura do contrato e do extrato. Mas demonstram o cenário típico — e por que o foco está nos encargos, não na taxa.

O rito processual: ajuizamento, tutela, sentença

A revisional moderna segue rito do procedimento comum. Marcos práticos:

Análise preliminar. Leitura do contrato e do extrato. Identificação dos encargos potencialmente abusivos. Cálculo estimado de devolução. Decisão sobre o ajuizamento e a tese cabível. Etapa de 7 a 21 dias.

Ajuizamento. Petição inicial com fundamentos de cada frente (seguros, tarifa, pré-gravame), pedidos cumulados (declaração de abusividade, condenação à devolução em dobro quando aplicável, eventual revisão das parcelas em contratos vigentes), juntada de documentos.

Tutela em contratos vigentes. Em casos com contrato em vigência, pode caber tutela de urgência para suspender a cobrança dos encargos discutidos enquanto a ação tramita. A análise é caso a caso.

Citação e contestação. Banco citado para contestar. Em ações no Juizado Especial Cível (até 40 salários-mínimos), rito mais célere. Em ações de valor maior, justiça comum.

Audiência de conciliação. Em alguns casos, o banco propõe acordo. Avaliação técnica do acordo é decisiva — frequentemente, o proposto é menor do que o valor da condenação esperada.

Sentença. Reconhece a abusividade, condena à devolução (simples ou em dobro conforme a data), fixa juros e correção.

Cumprimento. Pagamento espontâneo é comum para evitar multa do art. 523 CPC (10%). Caso contrário, execução comum.

Prescrição: a janela ampla da decenal

A pretensão revisional de encargos abusivos prescreve em dez anos (art. 205 do Código Civil). A jurisprudência aplica o prazo geral para pretensões pessoais sem prazo específico — confirmação que veio em diversos precedentes do STJ.

Em prática, contratos de 2017 em diante seguem juridicamente viáveis em 2026. Contratos quitados, parcialmente quitados, em vigência — todos são revisáveis, desde que dentro do decêndio.

Taxa e encargos: por que as duas frentes andam juntas

Quem chega ao escritório dizendo “quero revisar meus juros” está certo pela metade. A taxa é uma frente real quando passa de 1,5 vez a média do Banco Central do mês da contratação, e é a frente que pode derrubar a busca e apreensão, porque descaracteriza a mora.

A outra metade quase ninguém vê: os encargos embutidos no valor financiado. O seguro prestamista é o exemplo mais claro de fantasma. Ele aparece no contrato, é pago em todas as parcelas e some quando o consumidor tenta usar: perdeu o emprego, aciona a seguradora e descobre que a apólice não existe, não foi emitida em seu nome ou não cobre aquela situação. Essa negativa vira prova. Mostra que o seguro foi empurrado junto com o crédito (venda casada, Tema 972 do STJ) e que o consumidor pagou por uma proteção que nunca teve.

A análise do contrato faz as duas contas: a taxa contra a tabela oficial e cada encargo contra o serviço efetivamente prestado. É comunicação técnica, em conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB: sem promessa de resultado, com o método à vista.

O diferencial técnico do escritório aqui é metodológico: análise pré-ajuizamento densa, identificação precisa dos encargos por contrato, cálculo da viabilidade econômica e definição da estratégia processual. Software interno próprio auxilia na leitura sistemática de extratos e contratos.

Devolução em dobro vale para cobranças posteriores a 30/03/2021 — sem precisar provar má-fé.

Atendimento imediato

Casos limítrofes: contrato anterior à modulação, contrato pré-2011, contrato quitado há muito

Três cenários típicos exigem leitura específica.

Contrato anterior à modulação (pré-30/03/2021) com parcelas posteriores. Encargos cobrados antes da modulação seguem o regime antigo. Encargos cobrados em parcelas posteriores ao marco aproveitam o novo regime (devolução em dobro automática). Análise cuidadosa por parcela.

Contrato pré-Res. CMN 3.954/2011 (antes de 25/02/2011). A tese do pré-gravame, em sua expressão consolidada pelo Tema 972, alcança contratos posteriores. Para anteriores, vale o controle da onerosidade excessiva (art. 51 CDC, art. 478 CC) — análise caso a caso, com viabilidade menor.

Contrato quitado há muito. Janela decenal — contratos de 2017 em diante são viáveis. Anteriores, prescritos. O cálculo de viabilidade considera o tempo restante do decêndio e o conjunto de encargos identificáveis.

Para quem vale a revisional

A análise técnica preliminar identifica os contratos com viabilidade econômica clara. Os cenários típicos são quatro.

Financiamento típico de veículo (2018-2025). Quase universalmente contém seguros agregados, tarifa de avaliação e pré-gravame. Soma frequentemente recuperável: R$ 4.000-12.000 brutos; em dobro, R$ 8.000-24.000.

Financiamento de alto valor (acima de R$ 100.000). Os encargos escalonam proporcionalmente. Recuperação típica de R$ 8.000-25.000 brutos.

Múltiplos financiamentos. Cada contrato vale análise isolada. Em consumidores com vários financiamentos no histórico, o efeito agregado pode ser substancial.

Financiamento vigente. Adiciona-se a possibilidade de tutela suspendendo cobranças futuras, ajuste das parcelas, e revisão prospectiva.

Provimento 205/2021 OAB: como o escritório atua

A atuação do escritório está em estrita conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB. Sem promessa de êxito. Sem mercantilização do serviço. Sem ataque a colegas ou a outros profissionais. Sem captação ostensiva.

O diferencial técnico é descrito como método: análise pré-ajuizamento densa, leitura sistemática do contrato e do extrato, identificação técnica dos encargos potencialmente revisáveis, cálculo da aritmética típica de recuperação, decisão de viabilidade econômica antes do ajuizamento. Software interno próprio para leitura sistemática auxilia o método — sem substituir a análise jurídica humana.

Os honorários são definidos com transparência integral ao cliente, frequentemente em modelo de êxito (percentual sobre o valor efetivamente recuperado). Custos e despesas processuais são esclarecidos antes do ajuizamento.

Contratos quitados também são revisáveis — prescrição é decenal (10 anos).

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Perguntas frequentes

Posso revisar meu financiamento mesmo se a taxa de juros está dentro da média de mercado?

Sim. A tese moderna da revisional não depende de discutir a taxa — depende de identificar encargos abusivos: seguros agregados não solicitados, tarifa de avaliação sem serviço efetivamente prestado, pré-gravame (em contratos pós-25/02/2011). Cada um, isolado ou em conjunto, autoriza revisão e devolução.

O que é seguro prestamista 'fantasma'?

É o seguro de proteção financeira contratado simultaneamente ao financiamento, frequentemente sem que o consumidor tenha solicitado ou tenha sido apresentado a opções. Configura venda casada (art. 39, I, CDC). A tese exige demonstrar a ausência de liberdade de escolha — extrato do contrato, simulações sem o seguro, ausência de assinatura específica.

Tarifa de avaliação pode ser cobrada?

Pode, desde que o banco demonstre serviço efetivamente prestado — laudo de avaliação real, vistoria documentada, identificação do avaliador. Sem essa prova, é abusiva (Tema 958 STJ). O ônus probatório é do banco, não do consumidor.

O que é pré-gravame e por que é abusivo?

Pré-gravame é o registro eletrônico que o banco faz no sistema do DETRAN/Cetip para registrar a alienação fiduciária. A Res. CMN 3.954/2011 (vigência desde 25/02/2011) veda o repasse desse custo ao consumidor. O Tema 972 STJ consolidou a abusividade. TJPR converge — decisões consistentes em 2024 e 2025.

Posso pedir devolução em dobro?

Cobranças posteriores a 30/03/2021 (data da modulação do EAREsp 676.608, Corte Especial STJ): sim, automaticamente. Cobranças anteriores: devolução em dobro só se demonstrada má-fé do banco; do contrário, devolução simples por engano justificável.

Quanto tempo demora a ação?

Tutela em 30-60 dias quando aplicável. Sentença final entre 10 e 18 meses, dependendo do tribunal. Em contratos vigentes, frequentemente cabe pedido de adequação imediata dos valores das parcelas; em contratos quitados, foco é devolução.

E se o contrato já foi quitado?

Contrato quitado também é revisável. A pretensão prescreve em 10 anos (art. 205 CC). Contratos de 2017 em diante seguem viáveis em 2026. A ação se limita à devolução do indevido — o objeto contratual já foi cumprido, mas o que foi cobrado a mais é recuperável.

Vale a pena ajuizar a revisional se eu já paguei tudo?

Depende da soma dos encargos abusivos identificáveis. Em contrato típico com seguro prestamista + tarifa de avaliação + pré-gravame, a soma frequentemente passa de R$ 4.000-R$ 8.000 — em dobro, R$ 8.000-R$ 16.000. A análise técnica preliminar define a viabilidade econômica.

A revisional me marca de alguma forma?

Não. O consumidor está no polo ativo — autor cobrando o banco, não réu sendo cobrado. SCR/BACEN não registra litígios cíveis. Bureaus privados (Serasa, SPC) registram inadimplência, não ações judiciais. A ação é invisível para os sistemas de risco.

Juro abusivo é fantasma?

Não. Juro acima de 1,5 vez a média do Banco Central do mês da contratação é abusivo e, reconhecido no período da normalidade, descaracteriza a mora (REsp 1.061.530/RS e Tema 28 do STJ). O que não prospera é o pedido genérico de “juro alto” (Súmulas 596/STF e 382/STJ). Fantasma é o seguro prestamista embutido no contrato, que o consumidor paga e não consegue usar.

O TJPR é favorável à tese dos encargos?

Sim, especialmente em pré-gravame e tarifa de avaliação. Decisões consistentes em 2024 e 2025 reconhecem a abusividade em contratos pós-25/02/2011 — convergência clara com STJ. Para o segurado, isso significa terreno técnico estável.

Como começa o processo?

Análise preliminar do contrato — original ou cópia simples, com extrato detalhado dos valores cobrados. O escritório identifica os encargos potencialmente revisáveis, calcula o valor estimado de devolução (simples e em dobro conforme o caso) e define a viabilidade econômica antes do ajuizamento.

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